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O poeta do castelo

Manuel Bandeira foi o gênio da simplicidade, revelando o quanto ela também alcança a profundidade que as coisas complexas parecem, só parecem, sugerir melhor. E aqui [1] há a reedição desse pequeno doc. Ao final deste último video, o seguinte poema:

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.