Cultura digital

Estou linkando aqui o artigo publicado no Caderno Link de Domingo, Muda o hábito, não o livro. E dele saco dois pontos apenas, que é pro comentário não se estender. Um, o fato de que os livros tendem a ser mais curtos. Outro, o de que com a internet eu e você podemos buscar a informação como quisermos.

Ambos possuem implicações, pro bem ou pro mal, mas o ponto pra mim é perceber que o modo como as histórias serão contadas irá mudar, não tenha dúvida. A História da Literatura prova isso, não precisa esperar o futuro dizer o óbvio. Outra coisa que me chama a atenção é que aquilo que os jornais temem é exatamente um avanço provocado pela inclusão digital. Hoje, a capacidade de manipulação da opinião pública, por um Jornal Nacional da vida, ou uma Veja, ela é menor. O controle da informação e opinião pública ainda é grande, mas seu alcance diminui, afinal todo mundo com acesso à internet pode buscar a informação que deseja, ler da fonte que mais lhe agrada e por aí vai. Porém, como tudo tem seu lado ruim, há que se estar atento pro fator negativo dessa história, que é a má qualidade da informação somada ao estreitamento da opinião própria. Afinal, seria ilusão imaginar que com a internet todo mundo sairia se aprofundando nos temas e melhorando sua perspectivas sobre o mundo, de modo autodidata. Nada. É fácil perceber que os hábitos permanecem os mesmos, mas essa não é nenhuma novidade, também. Num período de transição, as pessoas costumam agir com segurança ou conforme o hábito.

Ainda que a plataforma seja outra, leva um tempo pra que ela seja assimilada e influa na cultura de um povo. Mas apesar de lento, esse processo está acontecendo. E é bacana vê-lo ao vivo.

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