Isso é Arte, meu bem

Quem vê os trabalhos hiper-realistas do tailandês americano Hilo Chen se impressiona justamente por parecerem fotos. Se o Realismo faz pouco sentido, atualmente, o que dirá um Hiper? (Eu estou fora de época, o Realismo e o Hiper dão muito dinheiro, nas galerias atuais). Justamente quando temos uma multiplicação absurda de imagens, principalmente de seios e afins, qual o sentido desse tipo de Arte? Não é tão simples, a beleza aqui está na técnica apurada, com um trabalho de cor e luz primorosos (o tema, também, mas no caso desse quadro, digamos que o tema não fica explícito; ou melhor, fica em segundo plano, se é que me entende).

A experiência estética proporcionada por uma pintura como essa não se assemelha nem de perto à de uma foto bem tirada de um par de seios como esse (a relação que se faz é a de que se o artista chegou a esse grau de realismo, então ele é muito bom, por isso a valorização excessiva). O pecado ao olhar para um dos trabalhos de Hilo Chen é fazer essa relação (inevitável, eu sei) com a realidade e deixar o queixo cair só por isso. Depois, o pecado é enxergar algo para além da técnica e valorizá-lo demais.

Quase contradiório isso, mas quero dizer que o trabalho dele vai para além da técnica, mas não vai tanto, só isso. Devo dizer que eu não gosto, nem vejo muito sentido no Hiper-realismo? Está claro. Tem seu valor, mas como a pop art, é mais de mercado.

E que me xinguem por essa opinião, não por falar do quadro ao invés do par de peitos (imagem não é nada…).

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