Tábula rasa

Ontem, me referi a anteontem, quando falei em sujeito insensível. Mas não falei, só pensei. Que a insensibilidade anda tomando conta de todos nós, como uma doença na alma corroendo a carne até os ossos. Muito dramático? Diariamente, vemos as pessoas agirem de modo insensível, quando se preocupam completamente com si próprias e são incapazes de se importar pelo outro. Alteridade aqui é papo medieval, século das trevas (o outro ao qual me refiro diz respeito ao amigo, à família, a um ente querido – sente o drama). Na ordem do dia está o individualismo (há um século e meio, mais ou menos). O sujeito moderno só sente quando é com ele, daí reage, responde ou participa, ajuda, etc. Daí mais então, quando se mergulha o senso crítico no raso da sensibilidade, pode esquecer a consciência, quer individual, imagina então social. É quase o cada um por si, quase lá. Novo parágrafo: mas o que isso tem a ver com os assuntos anteriores? Na medida em que, hoje em dia, só o sujeito salva (sente o drama?).

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