I, robot

Daí hoje eu li uma matéria do Bruno Natal sobre o uso indiscriminado do suporte digital (o eixo é um texto do Fernando Meirelles que desencadeou essa discussão toda). Ligando o texto do Pinker (de ontem) com esse papo sobre a tecnologia digital, a conclusão não muda: a culpa é de quem? Impressionante o quanto se usa mal a tecnologia (algo que surge a nosso favor é transformado num mal inevitável). Sem falar nos embates rasteiros que surgem, como por exemplo digital x analógico. Não é uma coisa contra a outra, surgindo com a finalidade de tomar lugar. Trazendo pro campo das letras, imagine o quanto um Flaubert da vida ia ficar contente em poder utilizar o computador pra fazer suas constantes reescritas. Claro, ele poderia ser idiota e mudar seu jeito de escrever enfeitiçado pelo mal uso da tecnologia. Porém, idiota somos nós se pensarmos que um sujeito com o senso estético dele cairia nessa. Ele faria bom uso da ferramenta, não a confundindo com seu foco de trabalho, esse é o ponto e Meirelles chama atenção pra isso. O que salva, na real, ainda é o sujeito, mas como eu disse, ontem, esse sujeito anda tão insensível…

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