Raiva

“… a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é”, disse Zé Bebelo a Riobaldo, em Grandes Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

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