Diafragma

Vou fingir tudo bem. Guardar mãos nos bolsos acenando ok. Vou derrubar olhos aos joelhos e sentir planta pés remoendo. Subirei degraus resoluto e complacente. Lá em cima, à beirada. Sopro angústia peito arfando e gravidade-me céu abaixo. Sussurros do vento. Escurecendo os olhos, sonharei que não vejo, não sinto, nem me arrependo. Com drama, eles levantarão o corpo pelos pés e braços. Na maca, ele terá o peito preto de sangue. Tendo-o afogado, enfim liberto.

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