O poeta pede ao seu amor que lhe escreva

Aqui, falo um pouco de soneto, a respeito principalmente de Federico Garcia Lorca
e faço a leitura (didática e de superfície) de uma de suas poesias.
O intuito é dialogar com qualquer leitor, seja ou não apreciador de poesia.
(Texto bruto sem edição, ainda. Não hesite em recomendar-me alterações)

Declamemos a angústia em apenas 14 versos, servindo-nos cada linha de degrau ao céu ou ao abismo de um sentimento. Tais versos, iremos dividi-los em dois quartetos e tercetos, como fez Petrarca (1304-74) sobre os modelos de sonetto de Jacopo Notaro e Fra Guittone, estes um século antes. E nestes versos limitemo-nos entre dez e doze sílabas poéticas. Não nos esqueçamos das rimas, enriquecidas entre o primeiro verso de cada quarteto com seu respectivo último, bem como os dois intermediários de cada um entre si, resultando na combinação: ABBA. Já em relação às rimas dos tercetos, podemos representá-las seguindo, respectivamente, à combinação: CDC e DCD.

Bom, cada poeta escolhe a seu gosto, seja conforme o português Sá de Miranda levou a Portugal ou então dividindo o soneto em três quartetos e um dístico, como o fez Shakespeare num tom de desfecho pungente. Os poetas compõem seus sonetos adicionando pequenos detalhes consonantes à tradição de seus países e sua literatura. Pois, claro, alguma variação é permitida, afinal o poeta desenha seu modelo também conforme melhor este exprima a figura poética intencionada.

A forma do soneto é, portanto – e entre aspas –, fixa. Ele permite essas pequenas variações de estilo, desde que elas não se sobreponham às qualidades que definem sua essência. Sendo que a magia que o alimenta nunca estará contida pelos muros da definição que o cerca. O importante, e é isso que temos de ter bem claro entre nós, é que a essência referida esteja presente, seja respeitada na estrofe, mantida em cada verso, esculpida através do sobressalto de suas rimas. Pois se não conseguirmos encerrar a expressão de uma idéia inexprimível, que sobrevive desse paradoxo e vai além das palavras que a contêm, em 14 fixos versos e sua tendência ao decassílabo, então não seremos dignos desse tipo de poema, sobrevivente audaz do assédio e dos protestos de tantas e diferentes escolas literárias com as quais travou batalhas estéticas. Não à toa ele permanece até hoje como um grande exemplar da resistência da poesia como forma de expressão mais cara ao ser humano.

Mas qual seria a magia de encerrar em forma tão regrada a dor ácida da espera, do tempo riscando com sua ponta de lança o coração interior do poeta? E, ainda, atravessando os séculos, os diferentes modos de pensamento e expressão da arte literária e suas escolas. Tudo isso, como vimos, sem sofrer alteração em sua forma essencial, tornando-se “o poema de forma fixa encontrado com mais frequência”, completaria a professora Norma Goldstein.

A pergunta anteriormente feita nós não nos atreveremos a responder, aqui. Através do poema que leremos, adiante, o soneto lhe responderá sem intérprete. E se buscamos interpretá-lo por algum viés, nos equivocaremos se acharmos que se trata da sua – e não da do próprio poeta que se utiliza de tal magia – essência.

Uns podem atribuir essa magia justamente ao paradoxo presente em seu princípio: aprisionar com garras de dragão o que não se pode limitar a prisão alguma. Outros poderiam dizer que um poeta não é capaz de esbravejar à pessoa amada, em laudas e mais laudas, que esta lhe escreva uma mísera carta e o livre da angústia da espera.

Para nós, o poeta transforma, utilizando-se do soneto e de suas garras de dragão, o sentimento que este ser agarrará e levará consigo à terra da magia, protegendo-o. Lá onde o irreal, o impalpável e o inexprimível habitam. Lá onde os sentimentos dos homens lhes dão existência e cada lampejo poético alimenta tal fábula. Pois a poesia liberta o autor, arranca-lhe a angústia e a reveste com o manto poético, o qual em nós repousa como a voz sussurrante do poeta.

E se este usa do expediente da economia, não o faz por alguma espécie de precaução, e sim devido à precisão. Sabemos bem que é mais indelével um tiro certo à tinta nas linhas da história, que um fuzilamento à beira de uma guerra civil. O poeta é eterno e a magia que o soneto contém, que a poesia o permite levar além das horas da história tornando-se eterno, essa magia nenhum exército é capaz de assassinar, mesmo que em sua terra só de homens, sem dragões.

E Federico Garcia Lorca sabia disso, quando dobrou seus joelhos sobre a terra dos homens, deu as costas a esses seres mundanos e foi levado embora preso às garras de seu dragão. Mal sabiam seus algozes que o poeta nascera fadado a ser eterno. E esta batalha histórica ele já havia iniciado décadas antes, desde sua primeira publicação. A essência do ser humano que eles mataram sobrevive, até hoje, no poeta que não se elevou ao céu junto aos anjos, nem se sentou ao lado das belas musas, mas retornou à terra do duende que lhe subia da planta dos pés e com o qual travava batalha silenciosa enquanto vivo.

Estamos na Espanha do começo do século XX, terra não de musas, como a Alemanha, nem de anjos, como a Itália, mas do “poder misterioso que todos sentem e que nenhum filósofo explica”, diria Lorca: terra de duendes. O ano é o de 1936, porque foi o ano da morte de nosso poeta – um mês depois que os rebeldes iniciam a derrubada da Segunda República Espanhola erigindo o regime ditatorial e fascista sob o comando do general Francisco Franco – e também porque é o período em que Lorca compôs o poema que iremos ler, mais a frente.

A respeito da obra que reúne os sonetos de Lorca, nós sabemos pouco. Quem nos informa é o biógrafo do poeta, Ian Gibson, pois “no se ha encontrado documento alguno em que Lorca se refiera a sus sonetos amorosos bajo el título genérico de Sonetos del amor obscuro”. Portanto, cremos que a dificuldade em se encontrar material a respeito do contexto dessa publicação, inclusive a própria obra comentada no Brasil, não será empecilho à proposta do presente texto. Afinal, a principal intenção aqui é dialogarmos com Lorca, ouvir sua voz interior reprimida pela sociedade, dar de encontro com seu sentimento oculto pela época em que viveu e a angústia de um ser humano buscando algum amparo nas palavras de seu amor.

Se partirmos do fato de que sabemos onde nosso poeta nasceu, como se educou e qual foi o desenvolvimento de seu trabalho até a data que aqui privilegiamos, claro que isso nos ajuda a compreender muitas coisas a seu respeito e a respeito de sua obra poética. O contexto é bastante importante na leitura de uma poesia, pois a amplia e a fortalece sob o amparo da história que a mantém viva. Mas digamos que não sabemos nada sobre o nosso poeta, que demos de encontro com um livro seu, em alguma prateleira da Biblioteca Pública e resolvemos ler um dos 11 sonetos que compõem essa obra de título genérico.

E não levemos em consideração o fato de que tal obra sequer foi lançada aqui no Brasil. Dela temos apenas alguns sonetos, eleitos pelo tradutor Wiliam Agel de Melo como os mais representativos, contidos todos na Antologia Poética de Lorca, lançada pela editora Martins Fontes, em 2001.

A polêmica em relação ao título dos sonetos, se “escuro” ou “obscuro”, posta por Félix de Souza em sua tradução, também nos é irrelevante. Como o poema se faz entender, em espanhol, então o apresentaremos no original, mesmo porque até a tradução fiel de Agel de Melo perde riqueza devido à falta de equivalência em alguns termos e também na rima da primeira estrofe:

El poeta pide que su amor le escriba

Amor de mis entrañas, viva muerte,
en vano espero tu palabra escrita

y pienso, con la flor que se marchita,

que si vivo sin mí quiero perderte.

El aire es inmortal, la piedra inerte
ni conoce la sombra ni la evita.
Corazón interior no necesita
la miel helada que la luna vierte.

Pero yo te sufrí, rasgué mis venas,
tigre y paloma, sobre tu cintura

en duelo de mordiscos y azucenas.

Llena, pues, de palabras mi locura
o déjame vivir en mi serena noche
del alma para siempre oscura.

Na primeira leitura, buscamos reconhecer a cadência do poema e nos familiarizar com a linguagem que o perpassa. O ritmo, nesse momento, depende de nossa habilidade de leitura, obedecendo sempre aos sinais deixados pelo caminho. Algumas palavras são novas e algumas associações entre elas também. Se não as compreendemos de todo, seguimos, pois há um fio condutor que nos permite continuar estabelecendo as relações necessárias para uma primeira compreensão.

Ao final dessa primeira leitura, rapidamente nos surge uma imagem. São as linhas mais reconhecíveis do poema formando em nós uma figura interpretativa de seu todo. Essa imagem, que podemos chamar de resumo ou daquilo que trata o poema, traz consigo o que mais nos chama a atenção, seguido do que é mais simples de compreender por fazer parte de uma linguagem comum.

Sendo assim, podemos agora sintetizar o tema do poema, o qual se resume em alguém escrevendo uma carta à pessoa que ama, solicitando desta que lhe responda, pois tem sido difícil aguardar uma resposta sem saber quando esta virá.

Esta é a nossa primeira impressão. E, felizmente, em poesia não é a primeira a que fica. Mas, antes de seguirmos aprofundando a leitura e reconhecendo outras camadas interpretativas, novas imagens com as quais o poema nos ilumina seu caminho, façamos um exercício de leitura. Apesar de parecer evidente, tentemos entender como essa primeira compreensão do poema surge.

Durante a leitura, percebemos que a personagem, que é um poeta, invoca a pessoa amada através de uma carta. O primeiro indício deveria ser seu título “El poeta pide que su amor le escriba”, mas como geralmente, e de modo apressado, damos mais atenção ao que vem depois do título, acabamos passando levianamente por ele e achamos que se trata de uma carta porque no segundo verso ele informa que “en vano espero su palavra escrita”. Portanto, aqui já temos um segundo indício de que se trata de uma correspondência, o que se comprova mais ao final, quando no 12º verso temos “Llena, pues, de palabras mi locura”. Sim, obviamente trata-se de uma carta.

E, sim, claramente a personagem pede que seu amor lhe escreva. Eis o que o título já nos informava e repetir isso parece ser uma obviedade desnecessária. Então podemos concluir, de modo redundante, que a personagem do poema ama alguém que tem demorado em lhe escrever uma carta. Sabemos ainda que essa espera não só já não lhe faz bem, como também ele não a suporta mais.

Claramente se utilizando das metáforas para expressar e demonstrar sua angústia na espera, a personagem revela à pessoa amada o quão penoso é a dor que esta a impingi com a falta de uma correspondência. Depois, lembra que a amou com vigor e se entregou com ardor quando lhe foi permitido. E que agora se encontra angustiada à espera dessa carta que não chega trazendo algum alento para seu coração interior, nem que seja a certeza de que não será correspondida. Essa compreensão inicial está posta na superfície do poema. É como o autor, e agora nos referimos aqui a Lorca, o cobre a fim de ser facilmente reconhecido.

Em um segundo momento, partimos para uma melhor compreensão. As palavras que, num primeiro instante, desconhecíamos, ou aquelas relações entre elas que nos pareciam estranhas, isso tudo agora é relido com mais atenção. Além disso, passamos a reconhecer a forma e a estrutura do poema.

Já sabíamos que se tratava de um soneto, pois na capa do livro onde ele está publicado esta informação era evidente: “Sonetos del amor oscuro”. Outra informação que nos chama atenção é o adjetivo empregado para qualificar este amor: “escuro”. O que isso quer dizer? Notamos também que este adjetivo é a última palavra de nosso poema e ali qualifica a alma da personagem. Antes de concluirmos algo a respeito, já avisando que o faremos na última frase anterior à conclusão desse texto, deixamos em suspenso essa percepção e procuramos olhar com maior atenção a estrutura toda.

Além de suas formas tradicionais, e descartando as informações técnicas tendo suposto que já as conhecemos ou que elas não são relevantes para o nosso objetivo aqui, temos que os dois primeiros quartetos são descritivos. Neles, a personagem da carta informa a quem ama o que está sentindo. As metáforas utilizadas servem-lhe de apoio à descrição, já revestindo de tons dramáticos seu estado emocional.

No primeiro terceto, a personagem relembra o passado e o quanto seu amor foi dedicado quando estiveram juntos. E, no último, implora por uma correspondência ou clama pelo fim dessa espera que angustia.

Nada mais o poeta quer dizer com suas palavras. Em resumo, tudo o que plaina na superfície do poema encerra-se nessa descrição. Já podemos dizer a outra pessoa do que trata esse poema lorquiano e apresentar-lhe um resumo sucinto, não é verdade?

Mas como as descrições são desprovidas da vida que existe nas coisas que pretende encerrar, temos então a possibilidade de investigar a linguagem poética utilizada e a profundidade de sentido e significado que esta linguagem suscita. E simplesmente queremos dizer com isso que buscamos, agora, enxergar o modo como o poeta da missiva a escreveu, quais informações ele privilegiou, que sentidos ele elegeu como os mais condizentes com o que ele sente. Também nesse caminho procuramos reconhecer a beleza contida no modo como Lorca se expressa, pois já não nos interessa tanto o que ele quis dizer, mas sim como o fez.

Procuraremos, portanto, ler o interior do poema sem nos remeter às referências que Lorca faz ao conceptismo, a San Juan de La Cruz, a Santa Teresa, à poesia cortesã, aos diálogos travados com a tradição literária. Isso tudo é importante, claro, informações extralinguísticas fazem parte da leitura de qualquer poema, mas aqui só queremos seguir o mapa construído pelo poeta, sofrer com a personagem da carta, também um poeta, dialogar com sua alma escura e entendê-la, para ouvir sua voz que clama a da pessoa amada. Não passaremos dessa camada.

E, para tanto, não faz sentido entendermos as razões e os porquês sem compreendermos suas dimensões na alma daquele que nos inspira através de sua poesia. Aqui, chegamos num ponto em que já se deve ter bem separados o poeta autor do poema, Lorca, e a sua personagem, o poeta autor da carta e que sofre de amor por alguém. Ainda que tal diferença possa ser questionada, discutida, investigada, ela não será nosso foco aqui e nos referiremos a Lorca como o poeta e seu poeta como, simplesmente, a personagem.

Nossa personagem ama visceralmente. Ela convive entre a beleza e a dor, contidas na esperança ansiosa ou na demora angustiante de uma carta. Mas esta não chega. Aquele que ama vai do céu ao inferno através da linha tênue do instante, morre a cada segundo de espera por um ruído que seja da pessoa amada, respira aliviado a cada lampejo de esperança em consegui-lo. Mas, neste caso, o amor é uma metáfora entristecida, descolorida de vida como a flor que murcha, como o poeta esperando em vão com o silêncio corroendo seu interior. Resta-lhe escrever.

Como para a flor só resta arrefecer o que há de vida em si, nossa personagem prefere morrer a ter de viver sem uma resposta de seu amor. Que beleza haveria numa flor murcha? Um símbolo da desolação e da ação do tempo levando dela a beleza de quando a temos viva. Eis nossa personagem numa confissão do mais caro sentimento humano, aquele através do qual abdicamos de nós mesmos por outra pessoa.

O ar é sim imortal como o tempo que se estende ininterrupto, soberano sobre qualquer anseio em contê-lo. A ação silenciosa e corrosiva do tempo não atinge a pedra, pois esta nada sente. Ela sofre a ação do tempo, mas não a diferencia, pois não está viva. E estar vivo é sentir. Como sente o coração interior de nossa personagem, que se imensa por seu amor, que não aguenta mais sofrer os danos da noite, revestida pela manta gelada da solidão. Há um gosto amargo nessa espera e o silêncio é cortante.

Mas que fim triste àquele que para o outro se entregou por inteiro. Pois amar é sair de si mesmo, se consumar enquanto ser que sente e se completa no outro. Nossa personagem se desespera. O descontrole é seu, resta-lhe apenas escrever essa carta na tentativa de cativar o ser amado. Seja através da recordação dos momentos de entrega e de amor, seja procurando tocar sua benevolência ao mostrar que ao menos algumas palavras de alento são necessárias para que não definhe nessa espera.

Um último clamor, em tom imperativo! Que receba o alimento de sua alma invadida por sentimentos que turvam a razão. Pois, se não, que seja a certeza da noite, então, a qual simplesmente dorme os homens e confidencia em silêncio seus dias.

Por fim, trazemos aqui um testemunho de um amigo de Lorca, em um trecho retirado de sua biografia escrita por Gibson e à qual já nos referimos, mais acima. Antes do biógrafo transcrevê-la em seu livro, ele a apresenta do seguinte modo: “… tal vez la más bella y más profunda evocación de cuantas se dedicasen al poeta asesinado. Evocación que… pone el énfasis sobre el Lorca mítico, nocturno” (GIBSON, p. 621):

“Su corazón no era ciertamente alegre. Era capaz de toda la alegría del Universo; pero su sima profunda, como la de todo gran poeta, no era la de la alegría. Quienes lo vieron pasar por la vida como un ave llena de colorido, no le conocieron. Su corazón era como pocos apasionado, y una capacidad de amor y sufrimiento ennoblecía cada día más aquella noble frente. Amó mucho, cualidad que algunos superficiales le negaron. Y sufrió por amor, lo que probablemente nadie supo. Recordaré siempre la lectura que me hizo, tiempo antes de partir para Granada, de su última obra lírica, que no habíamos de ver terminada. Me leía sus Sonetos del amor oscuro, prodigio de pasión, de entusiasmo, de felicidad, de tormento, puro y ardiente monumento al amor, en que la primera materia es ya la carne, el corazón, el alma del poeta en trance de destrucción. (…)” (GIBSON, p. 622)

Isto foi dito pelo amigo íntimo de Lorca, Vicente Aleixandre, o qual não apenas conviveu com nosso poeta, como também foi quem o ouviu declamar os 11 sonetos. O título da obra, que foi publicada 45 anos depois, tem como referência o trecho, acima descrito, uma vez que Lorca escreveu os sonetos e não os reuniu sob um nome.

Para Aleixandre, não importa se Lorca escrevera tendo em mente algum amante. Para ele, o poeta refere-se ao amor “escuro” por este ser atormentado, difícil, não correspondido. A conotação homossexual, por “escuro” referir-se ao amor em sigilo, escondido dos olhos preconceituosos e punitivos da sociedade da época, essa interpretação restringe os sonetos ao amor entre dois homens. O que, para Aleixandre, e para nós, seria um equívoco. Pois, seguindo a interpretação que propomos, no interior do poema há um amor que atinge qualquer ser humano que, como nosso poeta, ama a ponto de só encontrar sentido se através da outra pessoa. Um amor que doa a própria existência, que passa a significar vida ao coincidir com a existência do ser amado. E quem nunca viveu essa espécie de amor, capaz de aniquilar a própria racionalidade?

Certamente, quem não o viveu é porque ainda o viverá. Pois, do contrário, Lorca diria que não há vida naquele que não sente, quando o coração interior não bate como a alma escura do poeta.

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One Trackback

  1. por nada pessoal » Da poesia em 13/11/2014 às 07:17

    […] tempo riscando com sua ponta de lança o coração interior do poeta [1] […]

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